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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Nonagésimo quinto dia



Ontem à noitinha, após ter visto todo aquele espetáculo do festival de circo e palhaços, eu comecei a perceber que sempre pensei demais e que vai ver foi por isso que minha vida quis ser excessivamente morna, e solitária. Talvez foi por isso que mesmo sentindo intensamente sua falta quando você some, sempre deixei escapar uma frase em que digo que nem gosto de você. Porque eu sempre pensei bem antes de gostar de alguém e eu sei de cór que isso não é o jeito certo. Você sabe se nessas coisas existem o certo e o  errado? Embora a professora de filosofia sempre diga que não, eu acredito que há. Porque não dá pra viver de meios termos: ou é ou não é.
Eu não gosto de empurrar com a barriga, e muito menos desses meios termos.
Além do mais, ansiedade castiga o coração. E eu gosto de simplificar.
Sempre achei uma covardia fugir das coisas se escondendo no meio delas!
A gente sempre se escondeu, né? 
A gente passou esse tempo todo vivendo só a metade das coisas e permitindo que o errado fosse se misturando ao certo e vice- versa. Mas querendo ou não, a gente ainda tem um bocado de tempo pra tentar arrumar essa bagunça. Se você se organizar um pouco, teremos tempo sim!
Você só precisa parar um pouco, olhar mais pra dentro e se encontrar...
Eu sei que não é fácil. Até hoje eu vivo me procurando... Me arrumando... Me inventando...
Mas o que é fácil nessa vida? Ainda não encontrei nada que fosse...
As coisas são no máximo encantadoras. Fáceis? Nunca...

(A.Gouveia)

2 comentários:

  1. Amo suas palavras...:)

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  2. É muita verdade, traduzidas em palavras, sempre pensei demais, permitindo que o errado fosse se misturando ao certo e vice- versa.
    Até hoje eu vivo me procurando... Me arrumando... Me inventando...
    Mas o que é fácil nessa vida? Ainda não encontrei nada que fosse...
    As coisas são no máximo encantadoras. Fáceis? Nunca...

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