- Nós não demos certo porque a vida sempre foi urgente pra
você, Meu Bem. Às vezes pra seguir em frente é preciso ter molejo, medidas; É preciso ter fé, e outras vezes é melhor esquecer, deixar de lado um pouco... Talvez falar com jeito manso, sem intenção de pressionar, que 11 da noite seria uma boa hora de se estar sorrindo
comigo, ou dormindo, não passeando sozinho por aí... É, acho que não teve amor,
mas eu gostei de você com uma leveza... Suavidade de domingos amanhecendo. Quis
te cuidar, te fazer feliz, te acalentar
só pra te ver dormir... Preparar um café com leite, com ovo mexido e pão pra te acordar. Quis passear
de mãos dadas pela praça e tirar uma foto com legenda pronta, meu rosto no teu
ombro, um sorriso bobo demonstrando paz. Coisa de apego, carinho, afinidade,
coisa de pele.
Quis te fazer perceber que, aos poucos, a gente encontraria sim o nosso cantinho, erguendo um bocado de sonhos, como você falou um dia. Ah, eu quis tanta coisa bonita, Meu Bem. Que se não fossem as urgências dos seus 25 anos, teria sim se transformado em amor. Foi quase, repito, quase! Você deixou de "quase ser", e disso me restou aprender a me proteger de você, de seus sumiços, suas histórias e seus romances. Repito, você deixou de "quase ser" porque, aquele dia que você decidiu passear sem mim pela praça porque precisava pensar em você e na sua vida sem mim, acabei me prometendo que eu seria minha melhor companhia nos finais de semana e que aquele sentimento sufocante, que vinha acompanhado de um desejo enorme de te ver quando você não estava, iria evaporar em silêncio, da mesma forma que insistia em não querer sair de dentro de mim.
Quis te fazer perceber que, aos poucos, a gente encontraria sim o nosso cantinho, erguendo um bocado de sonhos, como você falou um dia. Ah, eu quis tanta coisa bonita, Meu Bem. Que se não fossem as urgências dos seus 25 anos, teria sim se transformado em amor. Foi quase, repito, quase! Você deixou de "quase ser", e disso me restou aprender a me proteger de você, de seus sumiços, suas histórias e seus romances. Repito, você deixou de "quase ser" porque, aquele dia que você decidiu passear sem mim pela praça porque precisava pensar em você e na sua vida sem mim, acabei me prometendo que eu seria minha melhor companhia nos finais de semana e que aquele sentimento sufocante, que vinha acompanhado de um desejo enorme de te ver quando você não estava, iria evaporar em silêncio, da mesma forma que insistia em não querer sair de dentro de mim.
Eu tentei, Meu Bem. Pouquinho, ou quase nada, você
pode até dizer. Mas já deveriam ter te dito que, além do coração acelerado, os olhos
brilhantes também alertavam "cuidado". E eu, que vinha da vida com o
coração cansado e cheio de arranhões que vez enquando ainda sangram, achei melhor
sair de cena. E esquecer que você quase trouxe um tempo bom pra minha vida
inteira...
(A.Gouveia)
Muito bom.
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