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domingo, 10 de junho de 2012

Flash’s de uma alegria acanhada e única



Passou a madrugada acordada, (entre seu casaco, e o peso do corpo que por certos momentos era o seu melhor lugar), finalizou o dia com pequenos flash’s de uma alegria acanhada e única, como ela. Eles se dão bem. Ela o completa em todas as suas frases, são amigos, e agem como uma dupla perfeita. Um par. Um 'quê' de algo proibido que não existe e, que se não existe, eles inventam.
Eles têm gostos em comum (Muitos por sinal). Os textos, os risos e o silêncio, principalmente ele era o que predominava (hoje não mais).
Um silêncio gostoso de sentir (mesmo quando já não se sente mais nada).
Eles sempre combinam de sair para se desligarem do mundo juntos.
Na maioria das vezes sem rumo, mas o destino é certo.
Outras vezes fogem para um lugar qualquer em seus pensamentos, sentam nesse cantinho da memória onde há poucas pessoas, e pensam sobre a vontade quase sempre incontrolável de não fazer nada e ao mesmo tempo fazer tudo. Aproveitam esse cantinho para pensar sobre
àquelas informação que são demais, aqueles problemas que são demais, aqueles sentimentos demais, e sobre os sentimentos de menos também. Ele a acha incrível e isso o encanta, pois sempre a olha devagar, e descobre o essencial dela que é invisível aos olhos. E se lembram um do outro durante quase todo o dia, as mensagens de textos os aproximam, escapam meios sorrisos (aqueles no cantinho da boca). Os textos fumaçam, deixam os sentidos aguçados e a pele arrepiada dos leitores. Os sorrisos bobos falam por si só, e ao acordar ele sente uma paz, uma paz inquieta e azul como uma manhã de domingo colorida e sem ressaca.

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