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quinta-feira, 7 de junho de 2012

E a resposta dela é "Eu não sei..."

[...] Decidiu não ficar em casa, pintou o rosto, vestiu um vestido preto(o mais bonito), não agasalhou os pés com polainas ou muito menos o pescoço com um cachecol, as unhas estavam impecáveis, colocou a sandália de salto que era perfeita para ocasião, respirou fundo, soltou um meio sorriso em frente ao espelho e saiu. 
A noite estava fria; Ela estava brilhantemente linda, as pessoas sorriam, não se continham de tanta felicidade, pura euforia; viviam suas vidas com todo fervor. Parou de dançar, dançou pouco e, mais uma vez, , ela seguia sem ter pra onde... Fugir, ir, correr, sumir se fosse preciso. Faltava-lhe força, entusiasmo, coragem, a certeza e o domínio de diluir as desordens e crises que ela carregava e, tudo aquilo pesavam os ombros, desde anteontem. Saiu antes do fim, aquilo não era nada que um texto, e uma ou duas taças de vinho não resolvessem naquela noite de estomago e coração vazio.

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