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terça-feira, 5 de junho de 2012

E a lua ali olhando pra ela


(...) De uma das varandas mais altas, numa noite serena e cheia de degraus, pra ela não importava o dia, a hora, nem o tempo e nem a sua sobriedade. Então decidiu falar de si, das manias, do seriado favorito, do mundo, da dor, da saudade, dos amigos, do amor, do fim, do vício (É, do vício de sorrir, só pode!Sorrir deve ser um vício. Seu riso vive dando sentido as coisas. Ou seria não dormir o seu vício?). 
Andou esquecendo o medo de altura e as vertigens que sentia quando pequena. Esqueceu o frio dos dias, seu sono, os seus textos e as faltas que eles andavam fazendo. Esqueceu o trânsito louco, os sinais vermelhos, as luzes da cidade, as faixas verdes e o silêncio.
E a lua ali olhando pra ela que estava em uma das varandas mais altas, que nem tão alta era, a vida começava a colorir, parecia ir de encontro a algo bom, e de si mesma, sem o mínimo de esforço... Ela sorria sem sequer perceber...

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