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terça-feira, 2 de julho de 2013

Um pouco do que não dá pra registrar

Certa vez disse Caio, algo parecido com: ‘Podia ser só amizade, admiração, carinho, respeito, ternura, ou desejo. Com tantos sentimentos arrumadinhos com tanto carinho na prateleira de cima, tinha de ser justo esse, meu Deus?’. 
Acho que dá pra entender um pouco do que se passa por aqui, ao mesmo tempo em que não tenho tido tempo nem pra pensar sobre isso. A bagunça já está feita, os livros e os textos estão espalhados pela cama, e é muito fácil se perder entre olhares e palavras, abraços e sorrisos, e na calmaria de quando amanhece com sol. É. Acho que você tem mexido comigo, um pouco mais do que eu geralmente me permito. Daí vez em quando lembro do sorriso, principalmente nos dias sem noites dormidas. É. acho que aprendi a escrever quando estou feliz, e mesmo diante dessa bagunça, ando carregando um sorriso grandão que revela alguns segredos.

Os melhores talvez.

 Ando escondendo vontades, e o calendário folhinha pra não saber qual dia é. Pura correia, tenho perdido a hora. Mas sempre sorrio para o celular, é que fico ansioso quando estou longe. Ouço a mesma música, ando relendo meus textos mais de mil vezes. Guardo os melhores pra mim, os melhores textos e os olhares.
Ah, e este aqui sou eu. Sem frases feitas ou fotografia bonitinha.
Os melhores momentos a máquina fotográfica jamais conseguiria registrar.

Já ouviu falar no só se vê bem com o coração?
O flash deve ser esse brilho todo...

A.Gouveia


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