E mais uma vez fez silêncio do lado de fora.
Enquanto dentro o coração batia lentamente, como um tambor. E ela, que sempre
foi precisa no que dizer, esqueceu, por alguns instantes, de ter espaço, poesia
ou vez. Encontrou a luz mais bonita que
já viu, escondido num par de olhos mais perdidos que sua vida inteira. E
descobriu o sossego, a certeza de sorrisos espontâneos, na leveza de uma noite
que parecia nunca ter fim.
"Mergulha meu bem, que o tempo ainda é seu”. Mas decidiu ficar no raso.
Por não saber nadar, num medo sem motivo de se afogar. (A.Gouveia)
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