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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

... Mas por enquanto, passos curtos e leves.

E será desse jeito que escreverei um recomeço.
Com um sorriso no rosto, com passos curtos e leves, com jeito sereno e a destreza das asas de Colibri.
Primeiro veio aquela dor, a tristeza, a falta de fome, de rumo, de respiração, de sono, de paz...
Depois veio àquela tranquilidade como nos dias de primavera, veio aquela sobriedade como nas manhãs de céu azul, e logo depois veio o silêncio das tardes sem mar.
Sozinho, enfim, cheguei nisso em um Janeiro qualquer. E posso dizer com total certeza que jamais pensei sobreviver num outono tão triste, eu esperei tanto por outro verão. Porque às vezes o tempo pesa, e às vezes não é mais permitido parar, e qualquer atitude pode abrir ainda mais a ferida. Então, é preciso levantar a cabeça, estufar o peito, respirar fundo, e sorrir sempre em qualquer fim...
Curar a mágoa nem que seja com Dipirona ou Neosaldina. Recuperar a lucidez nem que seja preciso contruir a casa em outro lugar. Dormir na hora certa nem que seja a base de calmantes e camomila. Já está na hora de escrever a vida em linhas retas porque já é tarde demais pra tanta coisa torta...
É só organizar a casa, a cabeça, o coração... Que quando a gente menos esperar, Deus coloca as coisas em ordem.
... Mas por enquanto, passos curtos e leves.

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