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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Passos que travam e que passam.


Hoje eu abri os olhos sentido saudade do passado. Na verdade, saudade de algumas pessoas do meu passado. Não estou me referindo a um relacionamento passado ou dias de bebedeiras em feriados nacionais. Falo de coisas que vem me tirando o sono, e que me fazem pensar. 

Eu me pergunto em alguns momentos, se sou meio que um museu, pois tenho guardado como se fossem relíquias, lembrando do que antigamente foi alguma coisa e hoje não é mais nada. 

Dias atrás revi rostos antigos. Rostos leves, pesados, magoados, enfadados, forçados, gravados, passados, fracassados! Quando fecho os olhos, lembro de quando tudo era um futuro escuro, mal iluminado! Hoje são passos que vieram e que deveriam ter ido, mas que decidiram ficar em lugar bem no cantinho da memória. 

Então deve ser assim: o tempo todo, todo o tempo terei passos que ficam, que travam e que não passam! Sempre vão existir pernas trêmulas, coração acelerado, mágoas que não passam, momentos pessimistas, mãos frias e molhadas, medo do futuro, uma parte de mim que não volta e que não vai voltar. 

Deixando o mundo completamente decepado!




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